Intervenções abusivas por policiais gera revolta na sociedade

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A morte de George Floyd gerou revolta e comoção no mundo, desencadeando manifestações nos Estados Unidos e em outros países. George Floyd, afro-americano de 46 anos, foi morto por um policial branco em Minneapolis, a morte dele o tornou símbolo na luta contra o racismo e contra o abuso de poder por parte de alguns policiais.

O policial Derek Chauvin, que se ajoelhou no pescoço de Floyd por quase nove minutos, foi demitido e acusado de assassinato em segundo grau. Três outros policiais que estavam no local também foram demitidos e acusados de serem cúmplices no crime.

Após a morte de George Floyd, os Estados Unidos que foi marcado por muitas manifestações, que duraram dias, onde manifestantes demonstravam se sentir indignado com a forma que um homem sem sequer reagir a uma  abordagem policial, foi brutalmente morto por Derek Chauvin.

No Brasil, o abuso de poder de alguns policiais têm se tornado frequente nos últimos dias. Em Barueri, policiais militares agrediram um homem que estava rendido e bateram também em vizinhos durante uma abordagem na periferia.

Nas imagens que circulam nas redes sociais, é possível perceber a vítima sentada na calçada. Minuto depois é mostrado o momento em que uma viatura da Polícia Militar (PM), estacionou e um dos policiais da uma gravata no homem. Alguns segundos depois, outros policiais chegam com cacetetes nas mãos. Moradores tentam conter a violência policial e acabaram sendo agredidos também.

Em outra abordagem policial, dessa vez na zona norte da capital, uma testemunha registrou quando o homem de 27 anos, já rendido e no chão, era cercado pelos policiais e agredido com tapas e golpes de cassetete, antes de ser arrastado e enfrentar uma nova sessão de espancamento, no meio da rua.

O governador de São Paulo João Doria disse que é “absolutamente condenável as atitudes dos policiais militares que abusaram da força, em duas ações policiais, uma na Capital e outra em Barueri. Os policiais envolvidos foram afastados e serão submetidos a inquérito. O Governo de SP não compactua com qualquer tipo de violência”, disse João Doria em nota via rede social.

Na Vila Clara, região de divisa dos distritos do Jabaquara e Cidade Ademar, manifestantes fizeram protestos durante dois dias contra a morte de um adolescente de 15 anos, segundo relatos de moradores, ele foi vitima provavelmente por policiais que confundiram o jovem com outra pessoa, o que ainda encontra se em investigação.

A manifestação da segunda feira (15) começou pacífica, se intensificando minutos depois, tendo cinco ônibus queimados e depredados pelos manifestantes, interditando vias como a Av. Cupecê e Engenheiro Armando de Arruda Pereira. O corpo do jovem estava desaparecido e foi encontrado a 8 km de sua residência.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que “o caso envolvendo o adolescente, de 15 anos, foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para investigações. A Polícia Militar também acompanha a apuração. Se for comprovada participação policial, as medidas cabíveis serão adotadas.”

Até o momento não tem nada confirmado e a morte do adolescente será investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, mas de acordo com relato de moradores, o jovem talvez possa ter morrido por conta de violência policial.

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