Quem visitar o Zoológico de São Paulo a partir desta quinta-feira (30) encontrará três novos moradores. Nascidos em 26 de maio, os filhotes de lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) deixaram a área técnica, onde permaneceram com a mãe e sob cuidados de biólogos e veterinários nas primeiras semanas de vida, e passaram a ocupar o recinto de visitação.
O trio é filho de Pitanga e Caju, casal que integra o programa de conservação da espécie desenvolvido pelo Zoológico de São Paulo. Esta é a segunda ninhada dos animais. A primeira nasceu em maio de 2025, quando o casal teve dois filhotes.
O nascimento representa mais um resultado do trabalho de reprodução sob cuidados humanos e contribui para a preservação do lobo-guará, classificado como vulnerável à extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Símbolo do Cerrado
Maior canídeo da América do Sul, o lobo-guará é um dos principais símbolos do Cerrado brasileiro. Apesar do nome, não é um lobo nem uma raposa. Trata-se de uma linhagem única dentro da família dos canídeos, com características genéticas próprias.
As pernas longas, o focinho alongado e a pelagem avermelhada estão entre suas características mais marcantes. O termo “guará”, de origem tupi-guarani, significa “vermelho”. De hábitos onívoros, alimenta-se de frutos, plantas, insetos e pequenos vertebrados. A lobeira, fruto típico do Cerrado, é um dos principais componentes de sua dieta. A perda e a fragmentação do habitat, além dos atropelamentos em rodovias, estão entre as principais ameaças à sobrevivência da espécie na natureza.
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Endereços: Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda.
(Crédito: Divulgação Zoo São Paulo)






















