Vai fazer atividade física? Conheça três sintomas que merecem atenção durante a prática

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A prática regular de atividade física é uma grande aliada para melhorar a saúde e a qualidade de vida. Apesar disso, a realização de exercícios precisa ser orientada por um profissional de educação física, se possível após uma avaliação clínica mais completa.

De acordo com o cardiologista e médico do esporte do HCor, Nabil Ghorayeb, a recomendação se dá porque, embora o exercício físico seja importante para a redução do risco cardiovascular a longo prazo, a prática de atividades de alta intensidade também pode ser um gatilho para doenças cardiocirculatórias silenciosas.

O especialista relembra ainda que, mesmo depois de serem avaliadas as condições clínicas do indivíduo e de ele ser liberado para seu esporte ou exercícios físicos, é preciso estar atento para alguns sintomas durante a prática esportiva.

Abaixo, o médico do esporte enumera quais são eles:

Falta de ar

Ocorrências de falta de ar não habitual durante a prática esportiva podem ter causas cardíacas ou pulmonares, como por exemplo uma crise de broncoespasmo com chiado no peito ou mesmo alguma doença aguda do pulmão, não devendo ser negligenciadas.

Dor no peito ou na boca do estômago

Queixas de dor torácica ou na boca do estômago, com sensação de queimação ou de aperto que se irradia para braços e costas, muitas vezes acompanhadas de náusea e tonturas, precisam de avaliação de urgência. Embora possam ter causas gerais, esses são sintomas de um infarto do miocárdio.

Palpitações

Palpitações, acelerações e falhas dos batimentos cardíacos em qualquer momento durante a prática dos exercícios exigem a sua suspensão e a procura de atendimento médico. Essas são arritmias que podem ser simples e benignas, mas podem oferecer riscos, por isso a orientação é investigar.

“Do ponto de vista médico, qualquer sintoma que ocorre durante um exercício deve ser averiguado, por isso, não se deve tomar analgésicos ou anti-inflamatórios antes de iniciar a prática. Esse hábito pode mascarar dores que são justamente o aviso de que algo não está bem”, explica.

Vale lembrar que, se a pessoa estiver doente agudamente, a orientação é que se cuide até se sentir 100% curado. Nessas circunstâncias, o repouso é fundamental.

Recuperados da Covid-19

Os pacientes recuperados da Covid-19 também precisam estar atentos antes de retomar ou iniciar a prática de atividade física. As sequelas da doença ainda estão sendo investigadas a fundo, mas já se sabe que órgãos como o pulmão e o coração podem ser afetados pela infecção viral.

Um estudo publicado pelos membros do Conselho de Cardiologia do Esporte Americano, na revista médica JAMA (The Journal of the American Medical Association), mostrou que até 22% dos pacientes hospitalizados com a Covid-19 apresentam lesão cardíaca aguda.

Segundo Ghorayeb, pessoas que tenham sido infectadas pelo novo coronavírus devem realizar uma avaliação cardiológica antes de iniciar novas atividades físicas, ou mesmo de retomar exercícios e esportes que já executavam, sejam eles recreativos ou competitivos.

A orientação também foi descrita em um posicionamento da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), que sugere que essa avaliação contemple anamnese, exame físico e eletrocardiograma para todos, e sustenta que a indicação de exames complementares varia a depender da gravidade do quadro clínico prévio da Covid-19.

“Além do cuidado clínico necessário em quaisquer casos, dos assintomáticos àqueles que foram hospitalizados, a retomada de pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus também deve respeitar um prazo de pelo menos duas semanas a partir da data do resultado positivo do teste e o seguimento das diretrizes de isolamento”, pontua.

 Sobre o HCor

O HCor oferece atendimento em mais de 50 especialidades. Instituição filantrópica, iniciou suas atividades em 1976, tendo como mantenedora a centenária Associação Beneficente Síria. Além do escopo assistencial, o hospital conta com um Instituto de Pesquisa (IP-HCor) reconhecido internacionalmente, que coordena estudos clínicos multicêntricos com publicações nos mais conceituados periódicos científicos. Também está à frente de um Instituto de Ensino (IE-HCor) que capacita e atualiza milhares de profissionais anualmente e é certificado pela American Heart Association.

Foto: Divulgação

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