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domingo, 7 junho 2026
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Entre orelhões e cartas: a história de um namoro à distância.

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Rosana e Adailton relembram o início do relacionamento à distância em 1993, antes da era dos celulares e das redes sociais.

Por Jennifer Ribeiro

O Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, é marcado por histórias de amor e companheirismo. Hoje, a era digital facilita a comunicação, mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que cada ligação tinha hora marcada e cada carta era aguardada com ansiedade.

Os moradores da região do Jabaquara, Adailton e Rosana Brito, viveram essa realidade em 1993. Os dois se conheceram em São Paulo. Adailton nasceu e mora na capital, enquanto Rosana passava férias na casa da tia, que era vizinha dele.

“Vim tirar férias, fiquei um tempo na casa da minha tia e eu conheci ele”, relembra Rosana.

Os dois começaram a namorar e mantiveram um relacionamento à distância, já que Rosana morava em Atibaia.

“A gente namorava pelo orelhão, que era horário marcado. Tipo assim, ligava e alguém atendia, eu falei tem como chamar daqui 20 minutos ou a gente combinava o dia e o horário”, relata Rosana ao recordar a forma como se comunicavam na época.

Além das conversas por telefone, o casal também trocava cartas, que demoravam cerca de uma semana para chegar ao destino.

“Antigamente tinha uma caixa nas ruas, a gente fazia a carta e colocava lá, depois o carteiro vinha e recolhia as cartas. Levava para a central e distribuía”, relembra Adailton.

O namoro na época dos orelhões e cartas foi marcado pela distância, mas também pela vontade de estar presente na vida um do outro. Hoje, Rosana e Adailton são casados, têm dois filhos e moram no Jabaquara.

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