Rosana e Adailton relembram o início do relacionamento à distância em 1993, antes da era dos celulares e das redes sociais.
Por Jennifer Ribeiro
O Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, é marcado por histórias de amor e companheirismo. Hoje, a era digital facilita a comunicação, mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que cada ligação tinha hora marcada e cada carta era aguardada com ansiedade.
Os moradores da região do Jabaquara, Adailton e Rosana Brito, viveram essa realidade em 1993. Os dois se conheceram em São Paulo. Adailton nasceu e mora na capital, enquanto Rosana passava férias na casa da tia, que era vizinha dele.
“Vim tirar férias, fiquei um tempo na casa da minha tia e eu conheci ele”, relembra Rosana.
Os dois começaram a namorar e mantiveram um relacionamento à distância, já que Rosana morava em Atibaia.
“A gente namorava pelo orelhão, que era horário marcado. Tipo assim, ligava e alguém atendia, eu falei tem como chamar daqui 20 minutos ou a gente combinava o dia e o horário”, relata Rosana ao recordar a forma como se comunicavam na época.
Além das conversas por telefone, o casal também trocava cartas, que demoravam cerca de uma semana para chegar ao destino.
“Antigamente tinha uma caixa nas ruas, a gente fazia a carta e colocava lá, depois o carteiro vinha e recolhia as cartas. Levava para a central e distribuía”, relembra Adailton.
O namoro na época dos orelhões e cartas foi marcado pela distância, mas também pela vontade de estar presente na vida um do outro. Hoje, Rosana e Adailton são casados, têm dois filhos e moram no Jabaquara.























