Câncer de próstata: do diagnóstico à cura, cinco anos de acompanhamento médico

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O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que, em 2019, apontava para o surgimento de 68 mil novos casos dessa doença naquele ano. A doença acomete vítimas de todas as idades, mas é mais comum em pessoas acima dos 50 anos de idade.

Entre os sintomas estão: micção frequente, perda de força no jato urinário, sangue na urina ou no sêmen e nos estágios mais avançados dor nas costas, ombros, cabeça e ossos do quadril.

Nem sempre os homens têm os sintomas da doença e quando apresentam é porque geralmente o câncer está em estágio mais avançado, por isso a importância de fazer exames preventivos pelo menos uma vez no ano.

O Novembro Azul vem justamente para alertar os homens que quanto antes o tratamento for iniciado maiores são as chances de recuperação. Do diagnóstico até a cura da doença são, pelo menos, cinco anos de acompanhamento médico. “Esse é o tempo médio entre o tratamento e a cura, mas como na maioria das vezes o câncer de próstata apresenta evolução lenta, isso pode estender por até durante 10 anos até ser declarado curado”, explica o urologista do Super Dr. Saúde Integrada, em Ponta Grossa (PR), Ricardo Jeczmionski.

Exame

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos devem procurar um urologista para ter uma avaliação individualizada e fazer exame de sangue e de toque. Homens negros ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem procurar orientação médica antes dos 45 anos de idade. Quem apresentar algum sintoma, independentemente da idade, deve ir ao um médico. “O exame do toque ainda é uma barreira para o diagnóstico precoce porque alguns homens têm preconceito, mas quando conversa com o médico o paciente entende que é bem diferente da conversa popular”, diz.

Tratamento

As principais formas de tratamento da doença são o cirúrgico, com a retirada completa da glândula completa da próstata. São três tipos de cirurgia: via tradicional aberta, a laparoscópica, que é minimamente invasiva, e a laparoscópica assistida por robô. “O tratamento dependerá do estágio da doença e da idade do paciente, mas basicamente dividimos em cirurgia, radioterapia e tratamento com bloqueio hormonal e quimioterapia”, explica. A cirurgia é indicada para estágios iniciais e intermediários e precisa ser avaliada a idade e a presença de outras doenças no paciente. “Não existe um tratamento padrão, o que existe é que a grande maioria dos casos é cirúrgico no estágio inicial”, afirma.

Mais informações: www.superdrbrasil.com.br.

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