Após superações, atletas da Associação Desportiva para Deficientes conquistam medalhas nas Paralimpíadas de Tóquio

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Por: José Fernando Junior

Devido ao agravamento da pandemia da Covid-19 em 2020, as Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio 2020 foram adiadas para 2021. A expectativa foi grande depois do sucesso dos atletas brasileiros na Olimpíada, com direito a novo recorde de medalhas. Até o momento, o Brasil conquistou na Paralimpíada 37 medalhas, sendo 13 de ouros, 9 pratas e 15 de bronze, ocupando a 6° posição no ranking de medalhas.

A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) foi inaugurada em 1996, através de Steven Dubner professor de educação física e pela administradora Eliane Miada, com o objetivo de proporcionar uma qualidade de vida melhor e inclusão social das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, e está localizada no Jabaquara.

A ADD é uma entidade sem fins lucrativos, sobrevivendo de doações, parcerias e  patrocínio de diversas empresas, que contribuem de forma institucional ou por meio da Lei de Incentivo do governo, e comemorou seus 25 anos de existência no dia 20/08. A associação oferece a seus alunos desenvolvimento em diversas modalidades como basquete em cadeira de rodas, natação, atletismo, além de apoiar atletas de ciclismo. Sendo pioneira também na educação esportiva de crianças com deficiência, desde 2001.

Yeltsin Jacques

Yeltsin Jacques

Nas Paralimpíadas de Tóquio, três atletas da ADD participaram das competições e conseguiram medalhas de ouro e prata, sendo assim, o Jabaquara bem representado por seus atletas. Um dos medalhistas é o atleta Yeltsin Jacques que voltou a alcançar o lugar mais alto do pódio na Paralimpíada de Tóquio. Na noite de segunda-feira (30), Yeltsin venceu os 1500 metros com o tempo de 3min57s60, e garantiu o recorde mundial da prova.

Vinicius Rodrigues

A conquista do atleta que nasceu em Campo Grande (MS) teve um significado especial, pois com ela o Brasil garantiu o centésimo ouro de sua história em edições de Jogos Paralímpicos.

Por um centésimo a mais, o atleta Vinicius Rodrigues, não conseguiu a medalha de ouro, mas garantiu a de prata nos 100m rasos na categoria T63. Vinicius tinha nas costas o peso do favoritismo ao quebrar o recorde paralímpico nas semifinais e chegou a Tóquio com a missão de conquistar o ouro para o Brasil nos 100m. Porém, por um centésimo, acabou com a prata. Vinicius concluiu a prova com 12s05, atrás do russo Anton Prokhorov, com apenas 12s04.

O atleta Ariosvaldo Fernandes, ou Parré como é popularmente conhecido, nasceu em Campina Grande (PB) em 1976. Com apenas 18 meses de nascido, Ariosvaldo foi diagnosticado com poliomielite, que por consequência teve seus membros inferiores paralisados. O tempo passou e com 17 anos de idade, através de seu professor de Educação física, conheceu o esporte paralímpico, o basquete em cadeira de rodas.  Parré começou praticando basquete em cadeira de rodas até 2002, quando decidiu migrar para o atletismo. Desde então, investiu na modalidade e já está na quarta paralimpíada.

Parré já conquistou para o Brasil cerca de 11 medalhas em jogos Parapan-Americanos, sendo seis ouros e cinco pratas. Em Lima 2019, o atleta conquistou medalha de ouro nos 100m e nos 400m e a prata no revezamento 4x100m. Em mundiais, tem um bronze no campeonato disputado em Lyon, na França, em 2013. E a expectativa do atleta também é conquistar pódio em Tóquio.

Segundo a presidente e fundadora da Associação Desportiva para Deficientes Eliane Miada “a ADD acredita no esporte como fomentador no desenvolvimento e na inclusão de pessoas com deficiência. A Associação tem como propósito a inclusão da pessoa com deficiência por meio do esporte, temos programas de iniciação esportiva, de crianças e adolescentes com deficiência física, intelectual, visual e também com alguns aspectos de autismos e nós temos um programa de alto rendimento que é voltado para esporte de competição para os atletas competirem. Damos todas as estruturas necessárias, materiais e equipamentos profissionais especializados para que ele se desenvolvam. A gente está no esporte de alto rendimento, temos modalidades de basquete, cadeira de rodas, atletismo, vôlei sentado, e bocha”, afirmou a presidente e fundadora.

A ADD desenvolve trabalhos de fomento e incentivo em diversas modalidades competitivas para pessoas com deficiência. A associação busca incentivar e promover o desenvolvimento e inclusão de pessoas com deficiência.

Foto: Divulgação/CPB

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