A vitória das mulheres por trás de muita luta e opressão

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Ao longo do tempo, as mulheres desempenharam um papel fundamental na sociedade e sempre reclamam das injustiças, preconceitos e violências verbais e psicológicas e até mesmo físicas que sofrem diariamente. Desde sempre foram à luta, não se limitaram aos desafios que iam encontrar pela frente, seja no ambiente familiar e também no mercado de trabalho. Seja em qual fosse a área estaria ali confiante e disposta a realizar o seu serviço. Infelizmente o reconhecimento era quase nulo em comparação aos homens. No Brasil por volta do século XIX, as mulheres começaram a tentar remover o “tabu” que as impediam de votarem e serem votadas, pois esse foi um dos assuntos mais discutidos na constituição de 1891.

Quando Getúlio Vargas ainda governava o país provisoriamente, em fevereiro de 1932, houve um grande marco histórico para as mulheres: a criação do decreto 21.076 que certificava o voto do eleitorado feminino. Depois de uma vasta trajetória de reivindicações, as brasileiras conseguiram parcialmente o direito de votar e se candidatar.

 Questionado sobre a atuação da mulher na política em termos de participação e igualdade, o advogado e professor de Geografia Elton Ramos de Vasconcelos relata que: “a mulher cada vez mais vem procurando participar da vida social, principalmente da vida política. A mulher tem promovido encontros, palestras e vem mostrando à sociedade que a desigualdade não seja vista como empecilho para a mulher”.

De acordo com a operadora de supermercado Fernanda Silva de Carvalho, as mulheres poderão “sim” ser a maioria no Legislativo ou no Judiciário, porém “ o que vale não é quantidade e sim o poder”, reforçou.

O artigo 77, da Lei Estadual 660 estabelecia que: ” No Rio Grande do Norte poderão votar e serem votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por esta lei”. Aproveitando isso, aos 29 anos de idade, Celina Guimarães Vianna fez a sua solicitação, tornando-se assim a primeira mulher a votar na história do Brasil. Antes de ser aprovado o Código Eleitoral Brasileiro, em Lajes, interior do Rio Grande do Norte, já ocorria a eleição de uma prefeita. Alzira Soriano disputou as eleições aos seus 32 anos, vencendo o adversário com 60% dos votos. Vale ressaltar que nesta época as mulheres ainda não podiam votar.

Aos poucos, com garra as mulheres vão destruindo as barreiras que as impedem de progredir. Primeiro conseguiu o direito ao voto, a ocupar cargos que só homens podiam exercer dentre outros. E neste dia 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher.

A senhora Deise Castro de Freire, foi uma das mulheres a vencer no atletismo,  levou o nome do Jabaquara, ao mundo e chegou a carregar a tocha olímpica nas olimpíadas de 2016 junto com seu esposo, também atleta, o Dr. Edgard Freire (in memorian) pelas ruas da Vila Mariana.

O casal foi escolhido para carregar o símbolo das Olimpíadas por toda sua história no atletismo brasileiro. Em 1954, Edgard Freire conquistou o segundo lugar na Corrida de São Silvestre e participou dos Jogos Pan-Americanos no México em 1956. Além disso foi recordista brasileiro na prova dos cinco mil metros, finalizando-a em apenas 15 minutos. Já sua esposa Deise Freire participou das olimpíadas em Helsinque na Finlândia em 1952 e nos jogos Pan-Americanos em 1956.

“A causa dessa tocha, ela me trouxe muita emoção e eu ofereço a todas as crianças. Peço aos pais para incentivar seus filhos no esporte. Agradeço por ser indicada a carregar a tocha no meu país, me sinto dentro da olimpíada. Quero dedicar a todo o povo do Jabaquara que me acolheu”, afirmou a atleta na ocasião.

A trajetória de sucesso da Sra. Deise Freire, se dá devido a sua participação nos projetos do bairro. Ela foi a primeira presidente do Conselho do Idoso e teve reconhecimento como voluntária pelo subprefeito do Jabaquara na época, Elder Vieira.

A história de vida da atleta Deise Freire mostra como independente de sexo, etnia, religião, todos podem ter sucesso na área em que escolher, basta se dedicar e fazer o que gosta.

A aposentada Amélia Maria de Carvalho, 82 anos, nasceu em Jeremoabo no estado da Bahia e veio para São Paulo em busca de uma vida melhor. Quando se deslocou de estados, Amélia Carvalho trouxe consigo o desejo de possuir sua própria residência “meu maior sonho era fazer uma casa, mas com muita luta e dificuldade, eu consegui. A Cidade Ademar cresceu muito, hoje, as coisas tornaram-se mais fácil”, relatou Amélia.

O nosso bairro cresceu muito, ruas foram asfaltadas, água encanada, apesar dessas dificuldades, vivíamos melhor, a gente confiava, hoje ninguém confia mais em ninguém” afirmou a aposentada.

Ou seja, ao longo de toda sua trajetória, Amélia dentre outras tantas mulheres enfrentaram dificuldades a mais na vida, pois além dos afazeres domésticos e do trabalho, tinham preocupações seja com os filhos ou com seus desejos. Entretanto, a vida impôs para Amélia, muitos obstáculos e ela não se deixou levar por isso e seguiu em frente e conquistou tudo quanto almejava, criando 8 filhos que lhe deram 4 netos e uma neta de coração. 

Neste dia das mulheres deixamos nossas homenagens a todas as guerreiras e em especial a Deise Castro de Freire e Amélia Maria de Carvalho.

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