Como formar indivíduos criativos e inovadores nas escolas do Século XXI

0
49

*Por Leonardo Lopes dos Santos

A geração Alpha é composta por crianças nascidas a partir de 2010, ou seja, alunos das escolas regulares até 4º ou 5º ano do Ensino Fundamental (considerando a sua data de nascimento) que, já nascem inseridas em um cotidiano rodeado pela  tecnologia. Novas relações são construídas e as crianças crescem em um ambiente onde a consciência ambientação já faz parte da pauta do seu modo de vida, assim em pleno desenvolvimento, os novos hábitos de relacionamento com o meio (pessoas e informações) indicam que este grupo será muito mais independente que seus antecessores e, portanto, parte daí a imprescindibilidade de um ambiente educacional mais voltado para as necessidades e interesses dos alunos, e menos para o padrão sistematizado e hierárquico de antes.

Se os estudantes não são mais os mesmos, logo, não faz mais sentido termos um ensino tradicional. Alunos sentados enfileirados, em frente a um quadro, passivos diante da apresentação de conteúdos deixou, há tempos, de ser o símbolo da educação ideal. O espaço agora precisa ser redesenhado, rediscutido, repensado e recriado para provocar a aprendizagem do aluno por meio de experiências e vivências em todos os campos.

Paralelo à essa nova geração, vivemos a 4ª revolução industrial, o que nos remete a repensarmos a educação antes 3.0 e, agora, 4.0. A educação 4.0 vai além da robotização e aterriza na necessidade de se compreender a inteligência artificial, valer-se da criatividade para solucionar problemas e pensar globalmente para ações locais. O professor deixa de ser o centralizador de todo o conteúdo para assumir o papel de influenciador e fortalece o vínculo e compromisso do aluno com o  aprendizado, sinalizando, orientando e guiando, ou seja, influenciando o aluno no processo de construção do conhecimento numa jornada participativa, cooperativa e colaborativa, sempre respeitando seus saberes prévios somados às descobertas feitas por meio de pesquisas autônomas e independentes, diante do tema curricular ou sugerido e abordado por ele.

Sendo assim, o estudante deixa de ser o ouvinte e torna-se protagonista do próprio método de aprendizagem, sendo capaz de interagir, criticar, formar conceito, influenciar e relacionar-se com o mundo de forma positiva, considerando todas as suas potencialidades. Vale também estimular comportamentos menos competitivos, experimentando incorporar no dia a dia novos meios de agir, de maneira mais solidária e cooperativa, onde todos opinam e constroem, em conjunto.

O novo modelo de ensino valoriza, portanto, o desenvolvimento das competências socioemocionais, utilizando conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital, de modo a fazer o estudante entender e explicar a realidade. Na educação do Século XXI, não se deve apenas utilizar exames formais, mas também atividades processuais, como a capacidade do aluno de assumir o protagonismo, a clareza na solução de problemas, habilidades cognitivas e consciência de valores. A avaliação deve deixar de ser um instrumento de punição e ser a verificação de aprendizagem. 

É por isto que crianças que tem como premissa a aprendizagem com o foco no ser humano, conseguem agir de maneira mais autônoma, maior responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários, colaborando para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Graduado  em pedagogia, Leonardo Lopes é Gerente Educacional da Luminova.

Foto – Katia Ribeiro Souza

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.