Recital de 2 de agosto faz parte do Projeto Choro na Manhã e mostra as dinâmicas e diferenças das rodas de Choro, do início do século XX aos dias atuais
No próximo domingo, 2 de agosto, o projeto Choro na Manhã conta a história das rodas de choro desde o início do século 20 até hoje, em apresentação com entrada franca, a partir das 10 horas, no Centro de Culturas Negras (CCN) Mãe Sylvia de Oxalá, no Jabaquara. “As rodas de choro se mantêm como espaços informais de convívio e resistência cultural, onde músicos se reúnem para preservar esse gênero genuinamente brasileiro”, diz Rodrigo Moura, fundador do Regional Terça Maior, grupo que retoma o projeto Choro na Manhã, dando continuidade ao trabalho que por quase duas décadas foi conduzido pelo tradicional conjunto Retratos.
Músico, educador e agente cultural, Rodrigo é especialista em cavaquinho e atualmente conclui Prática Instrumental Avançada na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP) Tom Jobim. No Regional Terça Maior, ele está ao lado de Edgard Moreira (violão 7 cordas), Jefferson Bueno (Clarinete/saxofone), Wellington Silva (violão 6 cordas) e Bruno Rossa Nunes (pandeiro), que formam o núcleo atual do projeto Choro na Manhã, sempre com a participação especial de Paulo Gilberto (flauta transversal), o Mestre Giba. Formado pela Universidade São Judas, na classe do Professor João Dias Carrasqueira, Mestre Giba enriquece o Choro na Manhã não apenas pelo domínio técnico e sensibilidade na execução instrumental, mas por ilustrar cada apresentação com histórias e curiosidades do universo do Choro.
“O ambiente de uma roda de choro é único”, prossegue Rodrigo. “Músicos de diferentes idades e níveis de habilidade se reúnem para tocar clássicos do choro e composições contemporâneas que mantêm viva a essência desse estilo musical. A roda de choro é, principalmente, um espaço pedagógico, onde os músicos mais experientes compartilham seus conhecimentos com os mais jovens, contribuindo para a formação dos futuros Chorões”, diz.
O projeto Choro na Manhã é uma iniciativa cultural que acontece no primeiro domingo do mês no Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá (anteriormente Centro Culturaldo Jabaquara), com a proposta de revisitar grandes clássicos do Choro e resgatar composições ainda hoje pouco difundidas.
O Choro (ou chorinho) teve início por volta de 1870, quando Joaquim Callado criou um grupo de Choro com violão e cavaquinho, conhecido como o “conjunto de pau e corda”. Em 1880 lança seu grande sucesso, a música Flor Amorosa. Depois disso, composições de Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim e tantos outros consagraram o Choro como expressão da nossa identidade cultural, caracterizado essencialmente pelo uso de instrumentos como cavaquinho, violão, flauta e pandeiro. Desde 2024 o Choro é reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
Projeto Choro na Manhã
domingo, 02 de agosto, às 10 horas
Centro de Culturas Negras Mãe Sylvia de Oxalá (Centro Cultural do Jabaquara)
Rua Arsênio Tavolieri, 45 – próximo ao Metrô Jabaquara
Entrada Franca – Informações: (11) 95072-6101 com Rodrigo

