16/10/2018

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16/10/2018



Saúde, cada dia mais precária

Publicado em 21/04/2018

A reunião do Conselho Participativo Municipal do Jabaquara recebeu no último dia 10, a Supervisora Técnica de Saúde Vila Mariana/Jabaquara Celia Regina Sekurcinski para dar conhecimento aos consel

A reunião do Conselho Participativo Municipal do Jabaquara recebeu no último dia 10, a Supervisora Técnica de Saúde Vila Mariana/Jabaquara Celia Regina Sekurcinski para dar conhecimento aos conselheiros e comunidade presente sobre o atendimento precário da saúde na região.
Depois do anuncio do fechamento das Assistências Médicas Ambulatoriais – AMAs, a UPA Vila Santa Catarina e o Hospital Municipal Dr Arthur Ribeiro de Saboya  estão cada dia mais lotados e sem profissionais suficiente para o atendimento.
A prefeitura anunciou que iria reorganizar o sistema de saúde e entre as mudanças estava o fechamento de 108 Assistências Médicas Ambulatoriais – AMAs que seriam transformadas em 63 UBSs, 19 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e 26 em ambulatórios de especialidades.
A proposta do novo modelo era que a pessoa não seria atendida por um plantonista e sim por um médico da família. A previsão da Secretaria da Saúde para evitar a superlotação é de que, até a metade do ano, sejam contratados 250 médicos para o programa “Médico da Família” e mais 200 até o final do ano. A orientação é que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sejam procuradas quando as UBSs estiverem fechadas ou quando a urgência for de média complexidade.
Porém a preocupação da superlotação das UBSs e prontos socorros dos hospitais veem gerando manifestações, as mudanças não poderiam ser realizadas da forma que estão sendo, para eles faltou planejamento e um estudo na demanda da população.
 A construção da Unidade de Pronto Atendimento – UPA Arthur Ribeiro de Saboya anunciada em 2015, como nível III, teria o funcionando de maneira ininterrupta 24h por dia, todos os dias da semana, prestando atendimento a pacientes com quadro agudo de natureza clinica e primeiro atendimento em casos cirúrgicos e traumáticos, estabilizando o paciente e realizando o diagnostico inicial, verificando a necessidade ou não de encaminhamento ao hospital, esta parada.
O Conselheiro de saúde João Mariano, também colocou o questionamento das retiradas dos bancos na entrada de atendimento do Hospital Saboya, “foi alegado que os bancos seriam tirados para evitar que moradores de rua dormissem no local, agora os pacientes e seus acompanhantes tem que sentar no chão”, lamentou. O conselheiro também divulgou que as portas dos banheiros serão alteradas com a entrada por dentro do hospital, evitando o uso dos moradores de rua, mas que a população sofrerá com a mudança, “só poderão fazer uso os que serão atendidos pela unidade”.
 
Gripe
Outro tema debatido no encontro foi com o vírus Influenza, causador das gripes, que no outono começa a circular com mais intensidade. Além do vírus H1N1, também conhecida como gripe influenza tipo A ou gripe suína, alguns estados já registraram os primeiros casos de infecção pelo H3N2, um tipo do vírus Influenza que só nos Estados Unidos, infectou mais de 47 mil pessoas e provocou diversas mortes, principalmente de crianças e idosos.
O Ministério da Saúde ainda não marcou o início da campanha nacional de vacinação, mas que deve acontecer até maio. Idosos acima de 60 anos, crianças com mais de 6 meses e menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular serão convocados para a imunização. Os grupos alvo da campanha são os mais vulneráveis.
Febre Amarela
Ainda muitas pessoas não tomaram a vacina, segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), atualmente apenas 53,5% , a meta é imunizar 95% da população até 30 de maio, data prevista para o fim da campanha.
Nove estações do Metrô estão com postos volantes para reforçar a campanha, que ira até quinta-feira (19), das 10h às 18h.
A Supervisora Técnica de Saúde Celia Regina, respondeu as demandas de sua pasta e explicou que as reivindicações do hospital Saboya deveriam ser encaminhadas a Autarquia Hospitalar Municipal.
Os conselheiros agradeceram a presença da supervisora, mas adiantaram que mais uma vez faltou o comparecimento do secretario Wilson Pollara, para responder os inúmeros questionamentos passados durante a reunião. 
 

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