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Mercados de beleza

Publicado em 28/12/2017

Famosa por possuir muitos espaços de beleza a rua Hildebrando Siqueira traz para toda a população que mora em seu entorno mais opções de onde se embelezar e conforme o gosto.

 

 

Famosa por possuir muitos espaços de beleza a rua Hildebrando Siqueira traz para toda a população que mora em seu entorno mais opções de onde se embelezar e conforme o gosto.

 

A beleza é muito relativa e para se sentir bem existem inúmeros recursos menos agressivo do que uma maçã envenenada. Episódio presente no desenho animado ”Branca de Neve”, onde a bruxa má enciumada porque a garota era mais linda, dá uma maçã para que Branca de Neve possa vir a óbito. Atualmente são milhares de recursos que podem deixar as pessoas mais belas, como maquiagens, tratamento estéticos dermatológicos, xampus, condicionadores e inclusive cirurgias plásticas. Com isso, a procura por conhecimentos nesta área e a abertura de salões de beleza vem crescendo absurdamente.

A preocupação pela aparência deixou de ser exclusiva das mulheres. O cuidado pelo visual passa a ser de ambos gêneros, pois o público masculino tem mostrado nos últimos tempos grande interesse em produtos e serviços de beleza.

Na Vila Facchini, região do Jabaquara, na rua Hildebrando Siqueira com menos de 1 quilômetro de extensão são contabilizados aproximadamente 20 estabelecimentos de beleza, inclusive uma perfumaria. O pioneirismo e um atendimento agradável faz com que seus clientes se sintam em casa, chegando a passar horas se embelezando. O que mais chama a atenção das pessoas que passam nesta rua, é o porquê de tantos mercados de beleza numa rua pequena e estreita, como relata a desempregada Jaqueline da Silva de 30 anos “passa a ser até inacreditável tantos salões nesta rua. Mas como o país passa por uma crise tremenda, temos que fazer o que sabemos e arriscar em qualquer lugar, independente de já possuir outros espaços no mesmo ramo”.

O barbeiro Geraldo Santos Ramos, 62, vem atuando nesta área desde 1969 e só na rua Hildebrando Siqueira há exatamente 27 anos. E declara ter escolhido este ramo porque “a gente quando não tem muita opção, temos que pegar a primeira ideia que nos vem a cabeça. Eu nunca dei sorte com emprego em firma. Trabalhei na Tupi como cobrador, motorista de caminhão, em metalúrgica e vários outros”.

Ainda segundo Geraldo, para “lidar com o público tem que manter a cabeça no lugar. É como meu irmão dizia, não responda ao freguês, pois se responder corre o risco de perder-lo”.

Já o barbeiro Reinaldo Oliveira Ferreira, 37, o “Belo” como é conhecido na vizinhança diz que a falta de emprego é a principal razão para a rua Hildebrando Siqueira possuir tantos mercados de beleza “a falta de emprego, muitas contas para pagar. Aí temos que pegar o que vem pela frente. Tentamos a cada dia melhorar e encantar nossos clientes com um bom atendimento e fazer o melhor preço”.

 

Mesmo sabendo da existência de vários salões na Hildebrando Siqueira, Vando Carlos Santos Júnior, 41, relata o porquê de abrir seu espaço nesta rua “é que comecei a trabalhar aqui, em 1995. Fiquei de 3 a 4 anos trabalhando aqui. Apareceu uma oportunidade e eu fui pro shopping, permanecendo 12 anos. Voltei pra rua Hildebrando Siqueira, onde estou até hoje”.

Mas quando foi questionado sobre a existência de tantos salões, Jojoba como é conhecido descreve “porque aqui é um bairro, e um bairro tem uma intensidade maior de pessoas, e é uma grande procura por profissionais nesta área por parte dos clientes. Com isso foi abrindo um a um, deixando a rua famosa na região do Jabaquara. Quando eu vim trabalhar aqui, tinha somente 7 salões, três anos depois já eram contabilizados 14. Desde que você trabalhe bem e mantenha a fidelidade com as pessoas, nunca vai faltar cliente mesmo na existência de tantos outros salões aqui” conclui Jojoba.

A pioneira deste ramo na rua Hildebrando Siqueira, há 36 anos a Sra Shirley Paula Vasconcelos de 67 anos indaga que fez “ o curso de cabeleireiro e puxei minha irmã também”. E um salão tem que “oferecer um serviço bem feito, ser agradável e educado. Isso a gente conquista com o tempo”. E conclui dizendo que “não sei o porquê de tantos salões, mais sei que tem cliente pra todo mundo” completou.

Atuando a exatamente 2 anos e 6 meses na rua Hildebrando Siqueira, o jovem Felipe Pires Arantes, 25 anos, o Alemão popularmente conhecido descreve porque escolheu este ramo “estava sentado no meu sofá traçando algumas metas, na época analisei os gastos e investimentos que teria. Esta área seria um ramo que não precisaria investir muito. Assim que entrei no curso comecei a pegar amor pela profissão”.

“Optei em abrir meu salão neste local porque como já é uma rua de comerciantes, ou seja, as pessoas já vão até aquela rua atrás de uma coisa e acabam consumindo algo a mais do que buscam. Comecei atendendo em casa, porém não tinha clientela suficiente para embarcar no meu negócio. A minha ideia foi entrar no meio do fluxo, teve pessoas que falaram porque você vai entrar onde já tem esse monte de cabeleireiro, aí você não vai conseguir cortar cabelo. Então pensei: se aqui tem tantos cabeleireiros, tem cliente pra todo mundo. Nenhum outro lugar me dava tanta segurança quanto esse” completou Alemão.

Para se ter uma ideia só em 2015, o mercado de beleza arrecadou  para o país, mais de 42 bilhões de reais, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), deixando o Brasil na 4° posição dos maiores consumidores do mercado de beleza, perdendo para o Estados Unidos, Japão e China.

 

 

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