15/12/2017

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15/12/2017

Jardim Miriam 62 anos de muita história

Publicado em 06/11/2017

Com 62 anos de história, o Jardim Miriam já foi abrigo para diversos migrantes que vinham de todo País

 

 

Com 62 anos de história, o Jardim Miriam já foi abrigo para diversos migrantes que vinham de todo País

 

 

No século XX, o Jardim Miriam era uma fazenda, loteada e vendida na maioria das vezes para o povo mineiro e nordestino por ser um local “acessível” financeiramente. O proprietário do loteamento, Elias Vitor Nigre juntamente com seus dois filhos (Edgar e Elias), para chamar a atenção da clientela “ bolaram” uma estratégia e a cada comprador dos lotes foram doados 5 mil tijolos, 500 telhas, portas e janelas para agilizar o processo de construção e habitação do local. E o bairro começou a se desenvolver lentamente.

O Jardim Miriam, que teve o nome criado por Nigre em homenagem a uma de suas filhas. Hoje, no bairro vivem moradores de diferentes classes sociais, além das favelas oriundas de ocupações irregulares, que abrigam uma população mais carente.

Em 1955, o bairro não tinha moradias e nem energia elétrica como relata o morador da época, Francisco Luccats, “não tinha quase moradias. Não tinha quase nada, estávamos erguendo os postes de eucaliptos. Não havia fiação. Os postes de luz foram todos tirados do caminho entre Cidade Ademar e Jardim Miriam. No meio deste eucaliptal, tinha uma grande carvoaria”.

 

 

Palco de lojas e empórios a Praça Bacharel Fernando Braga Pereira da Rocha, popularmente conhecida por Praça do Jardim Miriam, hoje abriga uma gibiteca da Turma da Mônica e esculturas de personagens do desenho. Entre eles destacam-se o Cascão, Cebolinha e Magali. A Mônica também fazia parte, mas, foi vítima de vandalismo e teve que ser removida.

Questionado sobre o perfil dos moradores de antigamente em comparação com os de hoje o morador mais antigo do Jardim Miriam, que veio morar no bairro em 1955, ano em que o Jardim Miriam começou a se desenvolver o Sr. Alaid Martins Turino, 68 anos de idade diz que “os moradores de antigamente era muito sofrido, não tinha supermercado, não tinha asfalto, não tinha ônibus. O ônibus mais próximo era o Jardim Prudência, que era o 106”.

O que levou o senhor a escolher este bairro para residir ao invés de outro?

Eu nasci numa cidadezinha pequenininha do interior de São Paulo. Cheguei aqui com 4 anos, nunca morei em outro bairro, toda vida morei aqui na zona sul, no Jardim Miriam.

Como que era essa região quando o senhor chegou para morar aqui?

Era uma mata fechada praticamente, não tinha morador nenhum. Meu pai foi o primeiro ou o segundo morador daqui.

O que o senhor espera do bairro para os próximos anos?

O bairro precisa de muita coisa. Nós temos uma sociedade, um espaço para os idosos. Mas precisa de mais atividades sem contar o posto de saúde que é bem precário.

 

A igreja Nossa Senhora Aparecida e a SAJM (Sociedade Amigos do Jardim Miriam), também comemoram seus respectivos aniversários neste dia.

A SAJM, nasceu em 1959, com o objetivo de atender as necessidades do povo, ser o porta-voz do bairro junto a câmara municipal e a prefeitura, como retrata um dos fundadores da Sociedade, depoimento presente no livro do Pe. José Dillon (Jardim Miriam- 50 anos Paróquia Nossa Senhora Aparecida), o Sr. Antônio de Jesus “Um dia nós tivemos um problema na Cidade Ademar, com um ônibus. Chovia muito e as pessoas não queriam ir a pé, pois o ponto final era na Cidade Ademar. E eu decidi ligar para o chefe da empresa. O povo ao lado deu uns gritos para deixar a cena mais dramática. Depois de muita discussão ele (chefe da empresa) cedeu. E o motorista levou o povo até o Jardim Miriam. A partir daí comecei a ajudar o povo”.

Luiz Carlos Falaschi, em 1961, doou um loteamento para a construção de uma capela para Nossa Senhora Aparecida no bairro Cidade Júlia, onde foi realizada a missa de batismo do santuário com o pároco Policarpo Turco, em 15 de julho do mesmo ano.

No final da década de 60 e começo dos anos 70, o Jardim Miriam começa a ficar mais povoado. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), mostra que 95% da população já tinha acesso a água e a energia elétrica. E a paróquia Nossa Senhora Aparecida começa a ser erguida em um novo endereço, na Av. Cupecê, ao lado da Praça Bacharel Fernando Braga Pereira da Rocha (Praça do Jardim Miriam), com objetivo de ajudar a população local, pregando o evangelho e sendo uma igreja compromissada com o povo.

Para comemorar os 62 anos do bairro, os 58 anos da SAJM e os 48 anos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a Sociedade Amigos do Jardim Miriam em parceria com os comerciantes locais e com apoio da prefeitura de São Paulo, fizeram uma tarde diferenciada e com muita diversão para a população do bairro com distribuição de brinquedos, brindes, pula-pula e piscina de bolinhas para a criançada não ficar de fora da comemoração. Sorteios de bicicletas, vale compras, eletrodomésticos e outros, sem contar dos shows com Edy Rock, Samba Sim, Samba 10, Pagode Sim, Tony Vianna, Wesley e Rafael interpretando o melhor das músicas pop e o Projeto Zum Kelé do professor Sérgio Miranda. O evento teve início às 14h e se estendeu até às 23h no dia 28 de outubro.

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