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15/12/2017

A 9ª Marcha da Consciência Negra parou o terminal EMTU Jabaquara com um belo desfile

Publicado em 15/11/2017

Novembro também é o mês dedicado à reflexão sobre o reconhecimento dos direitos dos negros na sociedade brasileira. E é no dia 20, data da morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo b

 

Novembro também é o mês dedicado à reflexão sobre o reconhecimento dos direitos dos negros na sociedade brasileira. E é no dia 20, data da morte de Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo brasileiro, e símbolo de grande resistência e luta por igualdade de direitos e oportunidades, que comemoramos toda sua representatividade e a força da raça negra.

No dia 10 aconteceu a 9ª Marcha da Consciência Negra, cujo tema este ano foi o mesmo de 2016, “Resistir para Existir”, organizada pela  Associação Cristã de Moços (ACM – CDC Leide das Neves), em parceria com a EMTU, poder público, lideranças comunitárias, ONGs e escolas de região.

Este ano a organização conseguiu ter a rua Anita Costa fechada  colaborando para a concentração e dispersão.

“ Conseguimos ter o apoio da GCM e da CET que este ano foi muito tranquilo. Com a CET fechando a rua para a concentração e dispersão, isso facilita muito porque temos a possibilidade de realizarmos palavra de ordem, trazermos pessoas da região para realizar falas, apresentações culturais, o ano passado a gente tinha o espaço da feira (varejão), esse ano fechou a rua e deu muito certo, em um mês de organização conseguimos ter  mais apoio e mais pessoas do que nos anos anteriores”, declarou a presidente da associação Nelci Abilel.

Às 19h, o grupo saiu em desfile entoando palavras de ordem e lembrando a morte de Zumbi dos Palmares. Símbolo da luta contra a escravidão no Brasil. 1695, data que deu origem ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20/11. Dois grupos de maracatu e a Capoeira Cativeiro participaram da caminhada e tocaram o ritmo brasileiro até o encerramento da marcha, na sede da instituição onde foi servido gratuitamente caldos feitos de batata, bacon e ervas. 

 

Homenageados desde sua criação

A I Marcha da Consciência Negra do Jabaquara foi realizada em 2008 com o tema “Discriminar é crime; Extermínio dos jovens da periferia; Valorizando a Cultura; Efetivação da Lei 10.639/2003; Diversidade religiosa”  e teve  homenagens em Memória ao Pai Caio de Xangô, fundador da Casa de Candomblé Axé Ilê Obá e Carolina Maria de Jesus, escritora  e poetisa, autora do livro “Quarto de Despejo”.

As homenageadas foram Mãe Sylvia de Oxalá, a primeira Iyalorixá  da Casa de Candomblé Axé Ilê Obá. Deise de Castro, atleta e recordista, integrou a delegação brasileira nas Olimpíadas de 1952, em Helsinque e Maria de Lourdes Ribeiro, líder comunitária no bairro Jardim Lourdes. Já em 2010 foram; Yara Penha Sant’Anna, pedagoga, professora e militante dos direitos humanos. Isaura Ap. Antunes, educadora na área da estética e beleza e Saritah Barbosa, professora, ilustradora e pesquisadora da cultura afrobrasileira. Em 2011 Ariane Cristina Neves, professora e coordenadora de dança do grupo de Maracatu Ilê Aláfia e Teresa Cristina dos Santos Martins, professora de História e Coordenadora do projeto Núcleo de Educação do CEU Caminho do Mar. Em 2012, Lidiane Ramos, produtora cultural, poetisa e co-fundadora do Sarau do Ademar.  Aparecida Lima, (in memorian), presidente da Instituição Coração Família, Dona Generosa, fundadora do projeto cultural Samba da Laje e Clara Cristina Messias, pedagoga, professora em projetos de valorização étnica.

2013, Alexandre Teixeira, ator, rapper e fundador do grupo OPAC (Opinião Autoconsciente), Danuza Novaes da Silva, cantora, sonoplasta, educadora do projeto Terça Afro e Rita de Cássia N. Lopes, pedagoga e professora. A partir deste ano a associação passou a homenagear com Menção Honrosa que foi para Martha Aparecida Domingues, musicista e regente do Coral da Sede Central da Seicho No Ie do Brasil. Em 2014, Ana Paula Leôncio, educadora e fotógrafa. Sandra Regina da Cruz, líder Comunitária e conselheira da UBS Vila Clara. Vivian Caroline Fernandes Lopes, professora de artes e educadora social. A Menção Honrosa foi para Kelen Cristina de Jesus, psicóloga e membro da Associação Amigos da Vila Campestre (AAVIC) e Elenilza da Silva Santos, professora do projeto Afromix

2015, Nayara Carvalho de Souza, vice-presidente do Grêmio Estudantil Filhos da Revolução, Geraldo Guedes Fagundes, diretor da EMEF Carlos  Augusto Queiroz Filho e Cintia A. Siqueira D’Avansso, pedagoga e professora. Menção Honrosa para Naira Aparecida Magalhães, líder comunitária e vice-diretora da Associação Comunitária Ceuzinho e Paulino Ambrosio, supervisor de projetos e coordenador de escola de samba. Em 2016, Thaís Fernanda, educadora social e idealizadora do coletivo “Filhas da Luta”. Mariana Siqueira S. Ferreira, pedagoga e professora da EMEF Ana Maria Alves Benetti e João Batista Mariano, conselheiro de saúde da UBS Vila Clara e conselheiro participativo da Prefeitura Regional do Jabaquara. Menção Honrosa para Dr. Edgard Freire, biomédico, professor da Escola Paulista de Medicina e atleta.

As homenageadas de 2017 foram; Lilia Reis, arte-educadora, atriz, dançarina, ativista e militante negra. Evaldete Maria Martins da Silva, pedagoga, coordenadora pedagógica e contadora de histórias africanas. Valter Souza Rege, cineasta e Youtuber. A Menção Honrosa foi para Luzia Alves Basílio, líder comunitária e militante pelos Direitos Humanos.

“A noite dos homenageados, são quatro homenageados três recebe estatueta por categorias e um recebe por menção honrosa esse ano nos não tivemos para jovens por falta de indicações ,abrimos um outro campo que é o ativista cultural, o ano que vem vamos ter cinco homenageados com o ativista, já é uma proposta para 2018, a comissão da marcha ira trabalhar a questão do jovem desde o início do ano para não chegarmos no final do ano sem a indicação”, garantiu a presidente Nelci .

Este evento tem como intuito valorizar a contribuição africana na cultura brasileira, reforçar a resistência da cultura afro-brasileira na região e contribuir para a construção da identidade racial.

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