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Wilson Poit detalha projetos de desestatização da Prefeitura em evento na Associação Comercial de SP

Publicado em 26/03/2018

O secretário municipal de desestatização e parcerias da Prefeitura de São Paulo, Wilson Poit, apresentou na última quarta-feira (21), um balanço dos projetos conduzidos por sua pasta, em evento



O secretário municipal de desestatização e parcerias da Prefeitura de São Paulo, Wilson Poit, apresentou na última quarta-feira (21), um balanço dos projetos conduzidos por sua pasta, em evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ele participou como palestrante convidado de reunião do Conselho de Política Urbana (CPU) da entidade. 

Poit antecipou aos membros do conselho que deverá ser implantada uma linha de ônibus expressa que vai ligar o Terminal Parque Dom Pedro ao bairro de Guaianases, na zona leste. Segundo ele, a proposta foi feita por uma empresa chinesa em parceria com um grupo nacional. A ideia é que ônibus elétricos operem nesse corredor. A publicação do edital de manifestação de interesse será feita em abril. “É uma PPP bilionária”, frisou. “Há um grande interesse do secretário Sérgio Avelleda e da SPTrans nesse projeto”, disse Poit, adiantando também que existem “vários outros corredores” similares nos planos da Prefeitura. 

Serviço funerário 

O secretário comentou sobre a concessão dos cemitérios e do serviço funerário, suspensa pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). “Estou enfrentando uma pedreira enorme, uma máfia complicada. Esse projeto está parado desde o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Mas ele vai sair, porque é uma vergonha a forma que está o serviço funerário e os cemitérios de São Paulo, cheios de covas rasas”, disse Poit, adicionando que o projeto final, independentemente de qual seja o concessionário, manterá a obrigatoriedade do serviço à população mais carente.

De acordo com ele, 70% dos jazigos dos cemitérios públicos são de covas rasas, o que representa um grande problema ambiental, além de ser um mau aproveitamento do espaço, abrindo inclusive oportunidade para esquemas ilegais. “Não precisamos de mais cemitérios. Os que existem são suficientes. Podemos verticalizar e, antes disso, fazer gavetas também, como nos cemitérios particulares. Existem empresas querendo investir”. 

Zona azul 

O projeto mais recente da Secretaria de Desestatização é a concessão da Zona Azul, que nasceu de proposta enviada por um banco e uma operadora de estacionamentos. Até o ano que vem, a expectativa é de disponibilizar 50 mil vagas de Zona Azul, para desonerar a administração municipal e dar mais eficácia ao sistema. “Depois que lançamos o aplicativo, o faturamento da Zona Azul subiu 60%”, comentou Poit em referência às fraudes com os antigos carnês. Atualmente a Prefeitura arrecada R$ 90 milhões com a modalidade de estacionamento. Os gastos são de R$ 21 milhões. O edital de chamamento foi lançado dia 20/3 para que outros interessados possam enviar propostas. 

Privatizações

De todos os projetos sob o guarda-chuva de Poit, apenas três são privatizações. Um deles é o Anhembi. Em meados do ano, a Prefeitura irá vender na B3 as ações da SPTuris, dona do complexo de eventos da zona norte. “Já contratamos um advisor financeiro. Vai à venda em julho ou agosto”.

Outra privatização é do Autódromo de Interlagos, que ainda não foi aprovada pela Câmara. “Vai sair, mas está mais lento”, disse o secretário. 

Por fim, o terceiro projeto é dos imóveis vazios. De acordo com Poit, a quantidade pode chegar a dezenas de milhares. Alguns serão vendidos, mas a maioria irá para um fundo administrado por um ente privado. “Isso representa muito dinheiro parado, que não arrecada IPTU e nem gera empregos”. 

“Quanta coisa temos a explorar na cidade. Tudo isso parado, sem render nada, e não aproveitamos esse patrimônio que a cidade tem. Temos que explorar isso”, apoiou Antonio Carlos Pela, coordenador do CPU/ACSP.

Saída de Doria

Questionado se a saída de João Doria da Prefeitura para a candidatura ao Governo de SP prejudicará o andamento dos projetos de privatização, concessão e parceria público-privada, Poit garantiu que não. “Houve uma reunião com o prefeito João Doria e o prefeito Bruno Covas, e haverá continuidade. Avelleda, Paulo Uebel, Caio Megale, Daniel Annenberg, Wilson Pollara, Alexandre Schneider vão continuar. O Bruno vai continuar com o mesmo time, no mínimo até o fim deste ano. Poderá haver pequenos movimentos”. 
 
 

 

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