23/05/2018

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23/05/2018



Há vidas por trás de um fato noticiado injustamente

Publicado em 21/04/2018

A boataria e a fofoca sempre foram comuns entre a população em geral, porém, foram turbinadas com o avanço da tecnologia, principalmente nas redes sociais.

A boataria e a fofoca sempre foram comuns entre a população em geral, porém, foram turbinadas com o avanço da tecnologia, principalmente nas redes sociais. Desse modo, a utilização inadequada da internet, foi de fato o pontapé inicial para o avanço das informações falsas. Nesse contexto precisam ser analisados dois aspectos que fazem-se relevantes: o compartilhamento dessas notícias em meio às redes sociais e as consequências por elas causadas.
O índice de desenvolvimento da tecnologia e da internet superam-se ano após ano, possibilitando o rápido e fácil acesso à informação. A internet facilitou a vida de muitos, em contrapartida vem causando a proliferação de notícias irreais e as redes sociais está contribuindo em dar continuidade a esses informes sem saberem se realmente são reais ou não. Segundo pesquisa feita pela Agência Advice-Comunicação Corporativa, 78% dos brasileiros se informam nas redes sociais, 48% compartilham em redes, e somente 39% das pessoas checam as notícias.
 Este número pode acarretar inúmeras consequências em termo de violência física e mental. Vale ressaltar o caso da senhora Fabiane Maria de Jesus, 33, que foi espancada até a morte no Guarujá, litoral de São Paulo, onde foi confundida com uma suposta sequestradora de crianças,  que usava-as em rituais de magia negra, após um boato ter sido veiculado nas redes sociais da cidade. Este é um de muitos casos que acontecem, não somente no Brasil mas, em todo o mundo. Portanto antes do compartilhamento de algo é fundamental verificar a veracidade de certas notícias que circulam nas redes sociais, para não agredir verbal e fisicamente o cotidiano da vida de certas  pessoas que não tem nada haver com o fato noticiado. 
À vista disso, entende-se que é crime a transmissão de notícias falsas via qualquer meio eletrônico de acordo com o Art. 14 da Lei n° 314 de 1967 que diz “divulgar por qualquer meio de comunicação social, notícia falsa, tendenciosa ou fato verdadeiro truncado ou deturpado, de modo a indispor ou tentar indispor o povo com as autoridades constituídas. Detenção de 3 meses a 1 ano”.
Consequentemente, cabe aos governos Estaduais, Municipais e Federal desenvolverem novas leis mais rígidas aos autores das publicações e dos compartilhamentos do fake news em meio às redes sociais.  
Sendo assim, ativistas políticos, secretários de segurança pública, delegados e dentre outros, devem realizar palestras discutindo o transtorno e as consequências que a não checagem de um fato pode ocasionar na vida social das pessoas e a fim de que haja o encerramento de informes que fujam do verdadeiro contexto.
 

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