18/07/2018

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18/07/2018



Grito pelo carnaval de rua livre

Publicado em 06/11/2017

Os blocos e cordões da cidade de São Paulo seguem preparando um belo e explosivo carnaval e garantem estar em 2018 nas ruas para brincar a festa. A beleza do Carnaval de rua ele que é feito do povo

 

 

Os blocos e cordões da cidade de São Paulo seguem preparando um belo e explosivo carnaval e garantem estar em 2018 nas ruas para brincar a festa. A beleza do Carnaval de rua ele que é feito do povo para o povo!
 

Tratar o Carnaval de rua como um bem cultural implica em garantir as condições necessárias para que mantenha suas características, mantendo-se comunitário, criativo, atraente e acessível.

“Acreditamos no diálogo democrático que ajude a construir uma política pública que reafirme esses princípios e por isso participamos de audiência e reuniões com o atual governo. Mas, infelizmente, o que estamos acompanhando não é uma política de promoção de um Carnaval de rua organizado, mas uma visão estreita que o trata como evento e tenta disciplinar a festa, sob uma visão mercantil e a simulação de um diálogo participativo que não ocorreu”.

 

Como resultado, a Cartilha e Decreto apresentados pela prefeitura colocam, organizadoras e organizadores em absoluta insegurança:

 

“Fala-se em multas e penalidades que estão mal definidas. Fala-se em Portarias que podem alterar as regras do jogo mesmo depois do cadastro feito. Fala-se em taxas para uma festa que oferece cerca de 15 dias de atividades gratuitas em toda cidade, muitas vezes sem qualquer patrocínio, movimentando (segundo a própria Prefeitura) centenas de milhões de reais”.

 

Não se garante trajetos e horários dos blocos e cordões. No novo Decreto a Comissão Intersecretarial deixa de “propor” mudanças, para “dirimir” (ato de anular, impedir ou resolver por completo) alterações. Conversa virou proibição.

 

“A Prefeitura retirou o Carnaval de rua da Secretaria de Cultura, onde era tratado como manifestação cultural, passando-o para a coordenação da Secretaria de Prefeituras Regionais, onde se torna suscetível às disputas com grupos políticos locais. Troca-se a possibilidade de construir uma visão ampla de política pública para cair no toma-lá-dá-cá que todos sabemos (ou melhor, não sabemos) como funciona”.

 

Pedem respeito e autonomia para o carnaval de rua. Não interessa para eles o supercarnaval das marcas e camarotes. “Nossa avenida é qualquer rua ou viela onde nossos tambores tocam e nossos corpos festejam. Somos fazedores de uma festa democrática e livre que revive todo ano com ou sem apoio governamental”.

 

Por conta disso, blocos e cordões, somando 72 agremiações de toda a cidade, não pretendem fazer o cadastramento institucional enquanto as condições atuais não forem alteradas.

 

“E que os delírios autoritários sejam apenas páginas desbotadas na memória de nossas velhas gerações. Viva o Carnaval”!

 

E-mail de contato: arrastaodosblocos@gmail.com

Celular: 9 9336 0197 (Gabriel)

 

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