10/12/2018

O Jornal Mídia Kit Anuncie Edição Digital Fale Conosco
Receba nossa newsletter

10/12/2018

Valor histórico presente em cada pedaço

Publicado em 05/10/2018

 

 

A poucos metros do metrô Jabaquara e do terminal intermunicipal do Jabaquara a Casa Sítio da Ressaca, foi construída em 1719, de acordo com números feitos no batente da principal porta de entrada da casa. A casa possui seis cômodos contando com o alpendre. As madeiras da casa, por exemplo, portas, janelas, telhado e entre outros eram produzidas a partir da  mão de obra dos escravos.

A Casa Sítio da Ressaca é de estilo bandeirista. As casas bandeiristas da época possuíam em seus cômodos capelas destinadas a alguma imagem santificada que os moradores “adoravam”, porém ao contrário dessas, a casa Sítio da Ressaca possuía apenas um nicho separado para a colocação de alguma imagem santificada. Assim como as demais casas de estilo bandeirista a Casa do Sítio da Ressaca foi construída com taipas de pilão.

Pensando em uma nova opção de lazer para a população Jabaquarense, em 2002 foi implantado no Sítio da Ressaca o Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro, contendo exibições e atividades focadas à memória afro-brasileiro, além deste novo acervo, a Casa integra desde 1990 o Centro Cultural do Jabaquara e a Biblioteca Municipal Paulo Duarte.

Tombada em 1972, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT), sob o compromisso da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB), sendo reinaugurada em 1979. Porém, devido a um incêndio teve que ser novamente fechada ao público para a restauração do que o fogo havia consumido.

A Casa Sítio da Ressaca possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário, Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara, transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.

 

 

FECHAR

 
Publicidade