18/07/2018

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18/07/2018



II Plantio Global reúne mais de 500 voluntários na Vila Mariana

Publicado em 26/03/2018

O II Plantio Global, ação colaborativa e comunitária para promover as árvores nativas na metrópole, reuniu mais de 500 voluntários no último domingo, 18 de março, na Av. Dr. Dante Pazzanese, n

 

 

O II Plantio Global, ação colaborativa e comunitária para promover as árvores nativas na metrópole, reuniu mais de 500 voluntários no último domingo, 18 de março, na Av. Dr. Dante Pazzanese, nas proximidades do Instituto Biológico (IB) e Museu do Instituto Biológico - Planeta Inseto. Foram plantadas 100 árvores na extensão do Corredor Verde para Polinizadores (CVP), implementado em 2017 nos arredores do IB com espécies nativas (árvores, arbustos e forrações atrativas aos polinizadores). Entre as espécies estão Abiu, Pau Viola, Pau Cigarra, Angico, Pau Ferro, Ipê Verde, Jequitibá Branco, Uvaia e Guabiroba.

 

A ação é realizada por meio do Cades (Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz) da Prefeitura Regional Vila Mariana, e do Fórum Agenda 2030, pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Biológico, com parceria da Prefeitura Regional Lapa, Horta Comunitária da Saúde e Instituto Ecobairro Brasil. No primeiro Plantio Global no ano passado, participaram os seguintes países: Austrália, Eslovênia, Espanha, Equador, EUA, França, Japão, Inglaterra, Itália e México. No Brasil, 73 cidades plantaram juntas. O levantamento das cidades que participaram este ano será concluído na próxima semana.

 

Um dos objetivos do CVP é conscientizar a população sobre a importância da manutenção do equilíbrio ambiental, com foco na polinização por insetos e avifauna também. O projeto foi inspirado em iniciativas internacionais para reverter a situação de declínio da população de polinizadores no mundo todo – como a realizada em Oslo, capital da Noruega, que implantou a “rodovia das abelhas” com espécies melíferas.

 

O Plantio Global reúne grupos de cidades do Brasil e do mundo que realizam plantios arbóreos em área urbana com a intenção de produzir um efeito transformador para resgatar e valorizar os elementos da vegetação nativa que amplie a conscientização e as boas práticas ambientais. Esta ação também pretende inspirar a criação de novos grupos para ampliação da troca de experiências e de conhecimento, aquecendo a discussão sobre o tema, e contribuindo com a experimentação e o aprimoramento de políticas públicas para o setor.

 

A cidade de São Paulo, assim como muitas outras, trocou a imensa biodiversidade nativa da Mata Atlântica por esparsa arborização urbana, composta por um excessivo número de espécies exóticas que não favorecem a cadeia ecológica local. Hoje, o cidadão paulistano desconhece sua vegetação ancestral, suas frutas, estética, espécies e fauna.

 

Os plantios são realizados com a maior diversidade possível de espécies nativas de ocorrência regional que tenham a capacidade de oferecer serviços ambientais em harmonia com a estrutura urbana existente. Neste processo são observadas as técnicas ecológicas e botânicas locais, envolvendo a parceria de diversos grupos: sociedade civil, organizações privadas e poder público.

 

De carona com o plantio, abordam-se também temas relacionados à qualidade do solo, à quantidade de áreas permeáveis, à recarga hídrica do lençol freático, à conectividade da vegetação na paisagem para criação de corredores que favoreçam o trânsito da fauna, à qualidade do ar e a função da vegetação no sequestro de carbono, à redução das ilhas de calor urbano em função da vegetação, dentre outros tantos que chegam até aos aspectos de saúde e de bem-estar da população que usufrui de áreas ecologicamente equilibradas.

 

Assim, é fundamental que sejam permanentes as ações que promovam plantios adensados de espécies nativas em áreas públicas, seja pelos cidadãos, comunidades, poder público ou iniciativa privada em apoio a concretização das diretrizes do Plano Diretor Estratégico, as premissas da Agenda 2030 e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

 

Diversos ODS são atendidos com esta iniciativa, especialmente o ODS 11 - Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, e o ODS 15 - Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

 

O evento trouxe, ainda, oficinas e exposições de:

- Compostagem (com distribuição de composto / Inova-Eugenia Gaspar) - ODS (Cristina VHaas) - EcoBairro (Lara Freitas) - Residuo Zero (Silvia Berlinck) - Hortas Comunitárias em SP (União de Hortas Comunitárias de SP) - Brinquedos com Recicláveis (Leo Stinghen) - Bombas de Sementes (Jaqueline Pereira) - Bordados em Folhas Secas (Clarice Borian) - Pintura em Placas (Flores No Cimento - Diego Ramos Lahóz) - PANC - Plantas Alimentícias Não Convencionais (José Luiz Fazzio) - Museu do Inseto (Mario Kokubu) - Casa+Verde (Rogério da Paixão) - Porta Vaso de Macramê (Diego M. Blum da Silva).

 

 

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