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Casa Sítio da Ressaca: Recreação e volta ao passado, tudo em um só lugar

Publicado em 19/07/2018

Nas férias de julho, às famílias muitas vezes não sabem onde levarem seus filhos para se distrair e quebrar a rotina do dia a dia. Além do zoológico que também fica na zona sul, os pais podem e

 

Nas férias de julho, às famílias muitas vezes não sabem onde levarem seus filhos para se distrair e quebrar a rotina do dia a dia. Além do zoológico que também fica na zona sul, os pais podem escolher levarem seus filhos na Casa Sítio da Ressaca. A casa recebe este nome devido está próxima ao córrego da ressaca, córregos este também conhecido por Fagundes e Ressaca.

Pensando em uma nova opção de lazer para a população do Jabaquarense, em 2002 foi implantado no Sítio da Ressaca o Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro, contendo exibições e atividades focadas à memória afro-brasileiro, além deste novo acervo, a Casa integra desde 1990 o Centro Cultural do Jabaquara (hoje Centro de Culturas Negras do Jabaquara) e a Biblioteca Municipal Paulo Duarte.

Tombada em 1972, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT), sob o compromisso da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB), sendo reinaugurada em 1979. Porém, devido a um incêndio teve que ser novamente fechada ao público para a restaurar o que o fogo havia consumido.

A Casa Sítio da Ressaca possui algumas peculiaridades em relação aos demais exemplares de casas bandeiristas existentes na cidade: a assimetria de sua planta, um único alpendre não centralizado na fachada principal e o telhado de duas águas. Seu último proprietário, Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro do Jabaquara, transformou o sítio em chácara, realizando seu loteamento em 1969. Esta modificação coincidiu com a chegada do metrô à região e a desapropriação de mais de um terço da área para instalação do seu pátio de manobras.

Foi realizado em 1978/9, sob a coordenação da arqueóloga Marlene Suano uma pesquisa no imóvel em alguns pontos estratégicos da casa. Pode-se compreender nos cortes de aproximadamente 80 cm que foram feitos no piso, objetos que testemunhassem o cotidiano de quem ali viveu. O objetivo da arqueóloga era coletar objetos como botões metálicos, conchas fluviais, moedas, tampas de garrafas de vidro, louça branca, uma peixada de porco e outros fragmentos de ossos, de ferro, além de pedaços de carvão e de gravetos carbonizados.

Vários furos foram encontrados no chão de terra batida, provavelmente estes orifícios eram estacas enfiadas no chão para apoiar as redes antes dos moradores da casa da ressaca dormirem ou para pendurar os seus utensílios domésticos.

Para quem não conhece a propriedade, fica aqui uma dica de recreação e um conhecimento histórico do bairro do Jabaquara, pois além do privilégio de dar uma volta no passado, o entorno da casa torna-se ponto de encontro entre amigos e familiares. 

 

 

Foto: Divulgação/Internet

 

 

 

 

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