21/04/2018

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21/04/2018



Alckmin autoriza instalação de termoelétrica a gás

Publicado em 26/03/2018

O governador Geraldo Alckmin autorizou no dia 15, a formação de consórcio entre a Emae – Empresa Metropolitana de Água e Energia, vinculada à Secretaria de Energia e Mineração, e a empresa Ga

 

O governador Geraldo Alckmin autorizou no dia 15, a formação de consórcio entre a Emae – Empresa Metropolitana de Água e Energia, vinculada à Secretaria de Energia e Mineração, e a empresa Gasen para construção de uma usina termoelétrica a gás natural na sede da estatal, localizada no bairro de Pedreira.

Atualmente, São Paulo importa 63% da energia elétrica que consome. Com a futura usina, o Estado ampliará a segurança energética e a confiabilidade do sistema da Região Metropolitana de São Paulo.

Com investimento de R$ 5 bilhões por parte da Gasen, o consórcio público-privado terá ainda como parceira a alemã Siemens, que será responsável pelo fornecimento de equipamentos da ilha de potência e subestação, além de dar suporte técnico e comercial na configuração da usina. A Emae fará parte do consórcio fornecendo a infraestrutura local com terreno, facilidade de conexão ao gasoduto e à rede de alta tensão, e realizando o licenciamento ambiental do empreendimento.

A estimativa é que o parque térmico consuma cerca de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, ampliando o consumo de gás natural do Estado, que atualmente está em 19 milhões de metros cúbicos por dia. A usina deverá entrar em operação em 2024.

O consórcio irá realizar os estudos de viabilidade ambiental, técnica e econômica da usina, obtenção da licença prévia, elaboração do plano de negócios, contratação de fornecedores, negociação do fornecimento de gás natural e a participação em um futuro leilão realizado pela Aneel.

“A Emae possui larga experiência em usinas termelétricas e, em conjunto com as competências dos parceiros Gasen e Siemens, traremos um investimento significativo para o Estado de São Paulo no incremento da segurança energética da região metropolitana”, ressalta Luiz Carlos Ciocchi, diretor presidente da Emae.

Após a aprovação das licenças ambientais, a Emae e a Gasen formarão uma SPE – Sociedade de Propósito Específico, que será a responsável pela construção, operação e manutenção da usina.

Com potência estimada em 1.600 megawatts (MW), a unidade será construída próxima às usinas Piratininga e Fernando Gasparian e utilizará tecnologias avançadas na geração termoelétrica a gás natural, com baixa emissão de poluentes. O número de unidades e a potência ativa serão dimensionados pelo consórcio no decorrer do processo.

 Parque Térmico Pedreira

O projeto, denominado Parque Térmico Pedreira, teve início em julho de 2015, quando o governador autorizou a Secretaria de Energia e Mineração, por meio da Emae, a lançar edital para a implantação de usinas termoelétricas a gás natural na sede da empresa, em parceira com o setor privado. A Emae recebeu 15 manifestações de interesse, totalizando 21 projetos.

A empresa selecionou o projeto da Gasen pelos critérios técnico-operacionais, ambientais, prazo para implantação, modelo de gestão, estrutura de governança e de negócio compatível com a capacidade de investimento da empresa, bem como pelas práticas de sustentabilidade ambiental e de responsabilidade social.

As áreas da Emae são consideradas estratégicas em função de sua localização. Além de estarem dentro do maior centro consumidor do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com linhas de transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando o acesso a esse insumo.

A região conta com facilidades para a implantação de termoelétricas devido a existência do canal Pinheiros e do reservatório Billings, que podem ser utilizados no fornecimento de água para os sistemas de refrigeração, condensação, caldeira e serviços em geral.

O local já conta com duas usinas termoelétricas: Piratininga (Emae) e Fernando Gasparian (Petrobras), que possuem, em conjunto, 580 MW de capacidade instalada, além da Usina Elevatória de Pedreira, primeira do mundo a possuir uma unidade reversível, capaz de funcionar tanto como geradora de energia como bomba de água.

No mesmo local, está sendo estudada também a implantação de outra termoelétrica em um consórcio formado pela Emae e a AES Tietê, considerada uma das maiores companhias privadas brasileiras de geração de energia elétrica. O projeto está em fase de “due diligence”, ou seja, avaliação de documentos pelas empresas.

 

 

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